segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Sobre orgulhos

(Deus abençoe você que vai ler esse textão até o final, HAHA)

O projeto La Luna (@projetolaluna) não surgiu agora no mês de dezembro/15 como a maioria das pessoas acham. Ele já vem há algum tempo rompendo barreiras, quebrando tabus e sofrendo com a sexualização do nu. O projeto já teve conta excluída no instagram no final de 2014 por conta de denúncias e foi aí que veio a ideia do site www.dasualaia.com.br, para termos mais liberdade.
Como todos aqui sabem, abri no último dia 12 a exposição do projeto na Fnac Brasília (que tá linda, vai lá ver), na qual tive e estou tendo a maior alegria dos últimos tempos. 
É maravilhoso ouvir de quem abriu sua casa e sua vida para minhas lentes dizer: "Fotos terapêuticas" (Porque aquelas fotos tem história, minha gente. São mulheres, cheias de paixões, personalidades e desejos). E é maravilhoso também ler mensagens cheios de carinho e respeito que só me fazem ter a certeza de que esse é (o meu) caminho certo. 
Agora há pouco abri meu e-mail de trabalho e sabe - CHOREI - quando li isso:

"Olá Lainha Loiola.
Estou escrevendo para relatar uma reflexão que tive com o projeto "La Luna".
Tive o meu primeiro contato com o projeto quando visitei a exposição na Fnac Brasília. Estava com uns amigos, quando vi as obras em exposição. Confesso que a nudez exposta ali me chamou a atenção.
Mas eu vi que havia algo muito maior ali. Mulheres comuns em posição de destaque em um ambiente onde frequentemente são expostos materiais que ajudam a impor padrões de beleza e de comportamento às mulheres e condenar as que não se submetem a eles.
A exposição entra em contraste com o setor de revistas, logo em frente ao Fnac Café.
Um lado apresenta a felicidade real e a beleza naturais das mulheres. Diz o tempo todo: "Sim, você é linda, poderosa, livre. Liberte-se dos tabus e preconceitos."
Já o outro lado, apresenta apenas "projetos" de felicidade, manuais de beleza, comportamentos, modos, costumes onde a maior parte das mulheres são condenadas.
Como homem, ainda sou doutrinado a notar a existência apenas das mulheres que se encaixam nos padrões. Mas pessoas como você diariamente me mostram o contrário.
Elas não dependem dos homens para serem reconhecidas. Elas são lindas, mas também são livres.
Obrigado por me fazer refletir. Suas obras são o máximo.
Bruce Campos. "

[pausa pra um suspiro]

Então!
Quero agradecer a todos que tem chegado até a mim por conta da exposição, e que hoje fazem parte dessa rede. 
Emoticon heart
 Obrigada aos meus amigos que estão sempre ao meu lado, divulgando, compartilhando o meu trabalho e me ajudando em momentos difíceis nessa empreitada. Obrigada aos fotógrafos amigos do Brasil (alguns não conheço pessoalmente- ainda tá!) que me seguem. Saibam que é muito bacana e motivador receber mensagens de vocês profissionais, que me fazem ter a certeza de que todos temos um lugar ao sol/ou sombra (rs) você que escolhe 
Emoticon wink
. Obrigada aos meus colegas de faculdade pela experiência trocada no último semestre. A vida é esse eterno aprendizado. ♥♥ Obrigada família por me prestigiar sempre. 
Emoticon heart
Quero agradecer, claro, as mulheres maravilhosas que posaram para o '' La Luna'' e agradecer desde já as que virão. Tenho orgulho das mulheres (fodas) que vocês são(CLAP CLAP). 
Emoticon grin


Quero agradecer, beijar e abraçar algumas pessoas em especial que são: Vanessa CamposCleini CruzAlliny BatistaRonald Guido o motivo elas já sabem 
Emoticon smile
Emoticon heart
Enfim, quero agradecer por mais um dia e desejar a todos um 2016 incrível! ;*
Lainha Loiola.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Expectativa mortal

~ Era sexta-feira da paixão, mas não ha nada de apaixonante. Nunca vi, paixão, é o mesmo que sofrer. Ele até pediu que aquele cálice se afastasse, mas não conseguiu. Só conseguiu ouvir um grito alto e rouco dizendo “cale-se!”. Nesse momento a cabeça rodou e a sua vista se fechou. Teve vontade de sentar no chão mas não se conteve e pensou: a carne é fraca e sempre será, a vida é curta e sempre será, o sofrimento é duro e sempre será. Se morre em cruz todo dia. Se sangra todo dia. Se abrem chagas todo dia. Ele espera que daqui a 48h seja domingo de Páscoa, regado a ovos de chocolate e vinho para que ele saia dessa sarjeta. Ele espera estar de roupas brancas e limpas, de banho tomado e cheiroso para lamber o ombro dela e sentir aquele gosto adocicado novamente (de flor).~

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Saudade, luz e contraste


Hoje fui fazer aquela faxina. Aquela que protelamos por meses. Confesso que tenho muito medo quando resolvo fazer-la, pois sou uma pessoa que guarda muita coisa, seja na gaveta, no coração ou até mesmo embaixo do tapete. :/
Acho que eu já disse aqui que as palavras e a fotografia sempre me acompanharam. Desde que me entendo por gente, gostei de escrever as verdades que acreditei ser, os sonhos que jurei realizar, os cacos do meu desespero. É uma forma de terapia. Não sei se sou uma pessoa melhor por isso mas... 

Outro dia mamãe me trouxe uma carta de meu pai que ela encontrou. Nessa carta de 1984, ele agradecia as fotografias que lhe enviei pelo correio e chorava uma saudade infinita. Quando li fiquei triste e pensei: um dia a gente só vai viver mesmo de lembranças. 

Voltando a faxina eis que encontrei um bilhete numa caixinha que dizia assim:
"Nunca me esqueci dos seus olhos quando colocou a mão neste instrumento (minha primeira câmera profissional). E olha, uma pessoa que leva uma vida tão colorida como você tem que ter mesmo nas mãos um objeto pra registrar os seus melhores momentos. Saiba que um pedaço do meu coração é teu e eu só queria ficar guardado, registrado bem quietinho dentro do seu."

Fiquei triste de novo,
A saudade é triste. A saudade é falta. Falta do que já teve, do que viveu e do que se quer ter. Sinto falta de algumas coisas como se me faltasse um membro (pausa pro drama) :p. Se eu pudesse voltar e aproveitar mais alguns momentos o faria. Quem não faria né!! 
Saudade é apego. E o apego é abrupto e terrível mesmo. 

Chorei e sorri ao ler mais uma vez esse bilhete. Chorei de saudade dos planos que naufragaram, dos momentos que não foram registrados, das palavras que se foram ao vento e dos passos que se agarraram à areia movediça.
Sorri quando olhei em volta e vi minha casa cheia de cores, o guarda-roupa todo estampado e a chuva na janela me dizendo que era apenas mais uma, e que logo o sol estaria ali de novo, brilhando e aquecendo. 

É, as cores me acompanham. A saudade é minha nudez e meu adorno. As palavras me ensina, aflige e conforta. A fotografia me ensinou que qualquer coisa pode ser bonita, se você souber como.



Até mais ler.   


(Ela todo dia fotografa a saudade)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014


Eles se encontraram no local onde as melhores coisas acontecem: a chance.

Eles trouxeram uma mochila cheia de momentos, cheio de histórias que não queria repetir e uma infinidade de palavras que precisam reutilizar.

Eles levantaram os olhos e deixaram as horas fazer a lição de casa e começaram a ser descoberto e reconhecido um no outro.

Eles sorriram por trás do celular de tela luminosa mil vezes. Desesperados, eles ansiavam que a ausência nunca fosse eterna e rejeitou firmemente a ideia de não atravessar a barreira e quebrar as regras.

A sensação implorou deixar marcas no outro, deixando por um momento as responsabilidades e se jogar a juventude eterna.

Eles já trocaram um milhão e trezentos e vinte seis mil caracteres, e querem mais, pelo menos por enquanto, até que a bateria os separe.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Uns dias

Tem dias que a gente faz uma coisa mais que outras. Tem dias que trabalhamos tanto que esquecemos até de comer. Tem dias que brincamos tanto que esquecemos de falar sério. Tem dias que choramos tanto que esquecemos dos inúmeros motivos que temos para sorrir. Tem dias que lamentamos tanto que esquecemos de viver. Tem dias que esquecemos quem somos para ser o outro. Tem dias que é preciso desconstruir para reconstruir a si mesmo pra compreender o que de uma hora pra outra, simplesmente deixa de ser.
Tem dias...
Tem dias...
Tem dias...



Lainha Loiola. 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

~Todo ser humano é capaz de transmutar qualquer tipo de sentimento que ele possui. Se apaixonar não é uma escolha mas manter o sentimento é. Esse negócio de metade da laranja, tampa de panela, cara-metade, nenhum amante é predisposto a completar o que nos falta. Somos seres inteiros. Ama-se um ser inteiro e não o complementa. 
Toda e qualquer felicidade buscada excessivamente fora de nós mesmos é absolutamente temporária. Quem não se ama vive em busca de quem não o ama também. É uma espécie de migalhas. Não deem migalhas e não aceitem migalhas de ninguém. Relacionamento unilateral é a migalha do pombo contemporâneo. À parte isso, não se alimenta o que não se sustenta.~

domingo, 19 de outubro de 2014

Cartas na mesa


Eu tenho uma mania engraçada de viver a vida intensamente pra contar histórias para os amigos e pra mim mesma, e espero quem sabe um dia contar para os meus netos. Nos últimos tempos você prestava atenção em cada palavra que eu dizia, mas não entendia absolutamente nada. Ou melhor, entendia do seu jeito. Você franziu a testa e abaixou o olho quando eu disse que quando estamos apaixonados sempre acreditamos na mudança do outro. Coisas do amor. O amor enquanto amor (eu disse enquanto) ele cega. Mas a cegueira é passageira. Quero deixar bem claro que não estou banalizando o amor, mas quero também deixar bem claro que quando um não quer, dois não amam.
Eu quis pagar pra ver, e você conseguiu ser minha novidade repetida por quatro vezes. Aparentemente estava tudo bem, mas você tinha uma pressa absurda em cometer um novo/velho erro.  E sorrateiramente o fez. E sabe, eu descobri uma coisa ao seu respeito: você é infeliz de fora pra dentro. Você construiu um mundo vazio, limitado. A sua mente é uma prisão, sua liberdade é um quintal pequeno, embora você dê voltas e voltas ao mundo. Você é um paradoxo. 
Eu!? Eu sou feliz de dentro pra fora. Aconteça o que acontecer, sou dona das minhas escolhas, do meu corpo, da minha casa. Falta alguns ajustes sim, mas não faltam sorrisos, amigos e coragem.
Semana que vem, quando você quiser ser mais feliz, não me procure pra gente ter aquela conversa que acabava em sorrisos e esperanças. Não quero mais ir a algum lugar favorito ou inédito e nem tomar aquela cerveja especial preferida ao seu lado. Cantar no carro, nunca mais! Banhos de piscina e cachoeira também não. Cheguei a conclusão de que não temos nada a ver. Meu nome é estranho demais pra você, meu estilo de vestir e calçar nada tem a ver com o teu, nossas ideias a respeito da vida, mundo, pessoas também não.  
Embora gostássemos de algo mais refinado, o copo americano do boteco do fulano, sempre vai te incomodar. E eu sou isso aqui, vou a qualquer lugar, falo com quem for desde que me respeite como ser humano. E diante disso tudo, aprendi que não existe amor sem reciprocidade, e não há vida em comum sem afinidade, Nos enganamos, entramos na rua errada. Vou sempre te usar de desculpa pra dizer que a tua infelicidade não cabe em mim. 
E ó, sorria!! Não pare nunca de sorrir,  porque felicidade, mesmo que não exista, é boa de fingir e de passar pros outros. Mas nisso você é expert! 
Tentei te convencer que éramos feitos um para o outro, mas teu poder de persuasão foi maior que o meu e foi tu que me convenceu que FOMOS DESFEITOS UM PARA O OUTRO.

Boa sorte! 


segunda-feira, 28 de julho de 2014

O que tinha pra hoje


Hoje, eu acordei às sete horas da manhã e, a minha primeira ação do dia foi bater a porra do dedinho na quina do balcão da cozinha. Xinguei, como todo ser humano normal, todos os palavrões possíveis e inimagináveis. Fui tomar banho e o cacete do chuveiro vai e queima - o que significava nada de água quente em pleno inverno. Muito legal! Depois de tomar um banho congelante, fui super animada fazer um café pra aquecer, daí o gás acaba (também pudera quase 2 anos de gás, mas justo hoje). Sentei e fiquei pensando se chorava ou simplesmente berrava aos quatro ventos novamente. Nem uma coisa, nem outra, fui tomada por um silencio absurdo. A vida tem dessas coisas de faltar palavras. Por mais palavras que existam no dicionário sempre faltam palavras pra expressar certos sentimentos. Porque sentimentos são só pra sentir, então que se foda como você irá expressá-los. E tem sentimentos que nem as palavras alcançam. Mas é isso aí, vamos reagir!
Levantei e liguei pro moço do gás que rapidamente resolveu esse problema e de consolo me deu um pano de prato de presente (rsrs ta certo). Sorri. Saí. Enquanto esperava por um milagre para resolver todos os meus problemas, problemas e problemas que não eram apenas aqueles, a minha barriga roncou. E é claro que ela roncou, porra. A hora do almoço passou batido há tempos. 


Voltando pra casa resolvi ir à padaria e tive sorte pela primeira vez no dia. O pão de queijo estava quentinho, tinha acabado de sair do forno. Que maravilha! É, era disso que eu precisava. Resolvi comer por lá mesmo, folheando uma revista. Em seguida fui tratar de comprar um chuveiro novo. Na loja comecei a sorrir sozinha lembrando de como tudo começou. Pronto. Não tenho mais problemas, tá tudo dando certo! Quer dizer, preciso encontrar agora, alguém pra instalar o meu chuveiro.
Alguém se habilita? 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Relicário


Cá estava eu mexendo nas minhas caixas, gavetas, armário, pra ver o que realmente importa. Aquela velha faxina que uma hora não dá pra fugir (já que " Da Sua Laia" tá chegando aos pouquinhos com seus cacarecos) e encontrei algumas coisas que fiz, que achei, que ganhei... Certa vez eu passei a tarde inteira envelhecendo folhas brancas com café. Vi num desses programas de artesanato e não me controlei, queria dá um texto de presente pra alguém que era importante naquele momento. Engraçado né, tem coisas que ficam mesmo no fundo da gaveta, armário, que acabamos esquecendo. Nem me lembrava mais dessa ocasião. É que a vida tem dessas coisas mesmo, correria, prioridades, passou. As folhas estavam agora mais que envelhecidas, umas até rasuradas e com cheiro de mofo. Achei também bilhetinhos, guardanapos, rolos de filme, negativos, fotos de pessoas que se foram, não da vida, elas se foram da minha vida. Encontrei duas agendas com aquilo que sempre me acompanhou: palavras que diziam quem eu era e quem eu queria ser. Encontrei flores secas, conchas e cinco pedrinhas. Siiimmm pedras, essas pedrinhas bonitinhas que a natureza se encarregou de fazer. Meodeos!!

Algumas coisas foram para lata do lixo, principalmente as folhas envelhecidas, mas outras confesso, continuarão guardadas, porque essas estão no coração e nem precisaria abrir uma gaveta/armário para lembrar, maaasss  ... descobri hoje que além de quinquilharias, no fundo das minhas gavetas tem apego e que nos meus armários há mais de mim do que no espelho.
Enquanto jogava as coisas no lixo pensei: na próxima vez que eu for presentear alguém com um texto, vou fazer e mandar em uma dessas folhas "antigas" com cheirinho de café.
E a pessoa vai ter que significar muito pra mim já que eu estarei escrevendo um texto pra ela e, principalmente, gastando meu café.  Rsrs

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Por enquanto, café sem açúcar, dança sem par.

Você não foi a primeira coisa que me passou pela cabeça, mas hoje me lembrei de como você decorou os dias do meu último calendário, das inúmeras conversas compartilhadas à mesa, das danças na madrugada e do olhar de admiração que tu demonstrava ter por mim. Estaria mentindo se dissesse que não sinto muito, porque sinto, mas não dói mais tanto assim. Eu nasci para amar. E amar é uma das coisas que a gente aprende junto, mas você nasceu pra ser saudade. E a saudade tem mania boba de esfriar o coração, de soltar as pessoas no mundo como se soltasse pássaros da gaiola, dos abraços, dos carinhos, das conversas...
Desculpa. Desculpa ter que te deixar pra trás. Mas é necessário. Você não se encaixa mais na vida que quero levar de agora em diante. Não é um adeus, não gosto de deixar pessoas no meio do caminho, gosto de tê-las sempre comigo. Mas quem sabe você também não muda, sei lá... Não me esqueça, não quero te esquecer. Meu novo eu gosta tanto de você quanto o antigo, acredite. Em mim sempre haverá resquícios de nós, é que eu decidi ser alguém melhor e dá prioridade às coisas certas. 
Por fim não sei te dizer se você foi ou não a minha alma gêmea ou se algum dia voltará a ser, mas também não importa. Eu tenho absoluta certeza de que se você não foi meu final feliz é porque haverá um outro melhor ainda. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ao querido diário


Ela não dorme há alguns dias. Tinha prometido nunca mais ficar sem dormir por conta de pouca coisa ou de muita coisa. Mas ela mente muito pra si mesma. Tá sempre prometendo não atender aquela ligação, não olhar mais aquelas fotos, não comprar trident, não tomar cerveja, esquece-lo... Difícil. E o ultimo mais difícil ainda. É que ele faz parte de todas as suas manias, e de todas elas, é a que mais importa. As suas manias estão em cada cômodo. E por mais que ele diga que a casa dela é a sua cara, ela insiste em dizer que ele se faz presente em cada objeto, por conta do seu olhar detalhista e atento a tudo que diz respeito a ela. Ela pensa em todo esse sentimento e se tem como escapar dele. Num mosteiro talvez? Ainda assim, presa, isolada, não conseguiria, porque ele está tatuado no seu corpo como as tantas rosas nele pintado.
Ela tenta entender toda essa turbulência, mas nunca sabe direito. Vai ver são as músicas, os telefonemas, os passeios de carro, os beijos dados, os não dados, o roubar da comida no prato, o ballet dos corpos, três segundos de silencio incomodo, dois sorrisos e meio, uma taça pra dois... Não há exatidão nisso, só há orações coordenadas, subordinadas, travessões, interrogações, três pontos e sem nenhuma previsão de ponto final. E mesmo sem saber o segundo seguinte, ela gosta. Não queria, mas gosta. Assim como ele gosta dela, do seu café forte, amargo e das suas escritas espalhadas pela casa e pelo mundo. Ele queria querer ir embora, mas ela é o histórico. Ela queria também querer ir embora, mas ela quer mesmo é um dia voltar a desenhar corações no lugar de triângulos.

 (Lainha não é ela)

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Falta ar, sobra cansaço mas ainda nos restam palavras.


"Ontem, lá pelas 10 da noite, depois do banho, e ainda extremamente cansado, resolvi colocar um disco pra ajudar a relaxar.
Escolhi You Won't See Me, álbum solo do falecido vocalista da banda progressiva Triumvirat; Helmut Köllen. Tenho o cd, mas optei pelo vinil... antigo e meio arranhado.
Pensei: esse aqui, e agora, eu quero ouvir é com chiado, pulando. Para combinar com as coisas que me aconteceram durante a mudança (da casa e da vida).
E fui ouvindo o disco enquanto preparava algo pra mastigar. E quando começou a rolar essa canção, eu desabei."

Recebi a mensagem e fiquei um tempo ouvindo a música, sem o chiado e sem o pulo e cheguei a conclusão que o que nos atrai é algo muito maior que a distancia... Temos andado dormente, eu sei, mas a vida é assim. E o bom apesar de todo mal é que nós nos temos de uma certa forma e nos importamos com isso. Logo tratei de responder:
Vi a mensagem e o link com aquele desabafo. Pensei que vida louca essa nossa, temos tanto e nos falta tanto! Passei o fim de semana em casa, saí apenas pra uma pizza na casa de uma amiga, fiquei o suficiente para secar uma garrafa de vinho. Enquanto tu mexia na tua bagunça tentando organizar as coisas, eu de cá fiquei um bom tempo sentada no sofá na mesma posição em silencio absoluto e pensando: Afinal o que vem a seguir?! As vezes fico pensando nessas coisas. E te entendo. Gente com mania de solidão é uma merda! Daí me deparo com a lindeza da sua escrita, tão cheia de sentimento, cheio de cansaço... Pude imaginar todos os seus movimentos, o puxar do disco, o barulho da agulha, o suspiro e o choro. Juro que desejei um teletransporte!! Queria ter podido abraçar você (gosto tanto de abraço! Abraço são salva-vidas e as vezes queremos ficar alí, paradinho no abraço do outro). Olha, eu sei que você é um cara chato e cheio de manias, mas eu sei que é uma pessoa de uma sensibilidade e de uma capacidade de amar fora do comum. Me importo com você e sei que tudo ficará em seu devido lugar. Acalma a alma! Gosto muito de você. Você me emociona quase sempre. Espero que agora nesse exato momento tu esteja melhor, mais aliviado. Espero também fotos do novo lar. Espero também brindar um vinho num futuro bem próximo com você e rir dessa 'bobalhada' toda, querido.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Aprendi que...


As vezes temos que parar por um segundo e tirar a mochila invisível, pesada e cheia de perguntas com as quais nós carregamos diariamente. Parar de nos culpar por decisões que nos levaram a erros porque sem eles, seria inevitável fazer uma estrada cheia de lições valiosas. 
Não há nada demais em dá um passo a frente e se atrever a questionar o que nos faz feliz porque a vida é muito curta para fazer coisas que, definitivamente, não gostamos. Eu sei que não é fácil, porque só o fato de pensar em deixar o que se tornou rotina nos assusta mais ainda, do que tomar uma nova direção. Haja coragem!
E acho que tive/tenho essa coragem, e pago um preço alto por isso, afinal não tem como comer uma torta de chocolate sem ingerir todos os seus ônus e bônus!:p
O tempo passa e temos que nos dar conta que cada instante é um momento a menos que estamos fazendo ou não, algo que realmente mobilize o nosso mundo. 
E nessa caminhada aprendi que a felicidade consiste - também - em saber pisar de lado para deixar que o que me faz mal, passe. 

E sabe, fazia tempo que eu não tinha dias tão bons! Como é lindo ler mensagens e ouvir de pessoas queridas sempre, independente de aniversário que sou exatamente assim, como vejo ao me olhar no espelho: em reinvenção permanente, sem medo e amarras. 

Obrigada, pelo bom dia com cheiro de café dos colegas de trabalho, pelas conversas cheias de risada (ou não) dos amigos de todas as horas que eu tenho o privilégio de ter, pelo carinho da família mesmo estando sempre ausente (me perdoem), pelos abraços que nem precisam ser solicitados, pelas aulas que me acrescentam e ensinam de verdade a viver nesse mundão.
Um grande beijo a todos.

Ps: Amor é tudo isso. Amor é tudo, o tempo todo.
Amor é amor, e é lindo, quando a gente deixa ser.

Lainha. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Pernas. Pés. Coração.

Imagem: by Lainha 

Sei que tem gente que não consegue enxergar beleza em tudo que ver. Não tem problema porque nada disso importa pra eles que posaram pra essa foto. :p 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Amores em tempos de views


Imagem: Google

Ainda tem importância. Mas eles tinham se perdido em meio há tanta gente e tantas coisas. 
Pois é, mas nesse caso as coisas foram mais importantes que gente. As coisas são seres inanimados que interfere na animação do coração. As coisas dele a mantém afastada, as dela deixam claro que só precisava dele para continuar apenas sendo coisas, sem lembranças de que um dia foram tocadas ou trocadas de lugares. 
Eita mundo cruel!!
Talvez seja confuso pra vocês que me leem, mas um dia talvez entendam.
Hoje eles são quase desconhecidos, ou pior mero conhecidos. E entre tanta gente e tanta coisa, lhes restaram o poderoso mágico smartphone e seus aplicativos do diabo capaz de perturbar a mente de qualquer ser. Eles estão há poucos quilômetros um do outro, mas há uma conexão que os liga. 
Ele, tira o celular do bolso inúmeras vezes, abre o aplicativo e ta lá “visto por ultimo às 10:46”, ensaia uma mensagem e desiste. Covarde todo. 
Ela pega o celular e ao abrir o aplicativo visualiza “escrevendo... online...escrevendo...online" e o coração dispara por uma mensagem que jamais chegara. Entristece. Resolveu não ligar mais pra ele. Orgulho travesso.
Vejam quantas surpresas pode trazer ou não um smartphone, não é mesmo?! Declarações e músicas trocadas, sem contar as fotos tiradas de chamegos... Uma ligação, várias risadas. Um silêncio, muitas lágrimas. Engraçado...
O fato é que ela tem vários registros no celular assim como ele. Ela até tenta deletar, mas lhe falta coragem, ainda não dá. 
Ele, agora tem várias fotos do olhar marcante e do seu jeito moleca, para checar a hora que quiser. 
E o resto? 
O resto transcende a tecnologia, porque o melhor mesmo são as fotografias incríveis de momentos guardado na memória afetiva. 


(Ele está trabalhando, ela deveria, mas resolveu escrever sobre os dois)  

terça-feira, 11 de março de 2014

Do que não cala

Entre um fogo que arde sem se ver e algo finito 

posto que é chama.

Me diga!

O teu amor é o de Camões ou é o de Moraes?

Pára de fuçar e vamos viver

Há alguns dias venho recebendo mensagens anônimas de um fake no facebook. E como se não bastasse, recebi uma ligação privada covarde cheia de destempero.
Honestamente? Foda-se. Essa é minha forma pessoal de abordar esse tipo de assunto. Eu poderia ficar horas aqui usando as mais belas palavras do meu vocabulário e ficar repetindo o que todos já sabem que não há sentido algum nesse tipo de comportamento ou simplesmente ficar chutando cachorro morto, mas sou nobre demais pra isso e algumas coisas são inúteis porque não vamos conseguir mudar os rumos sozinhos.
Assuntos delicados devem ser resolvidos de formas delicadas, olhando no olho e escutando o que outro tem a dizer independente das feridas. Todos nós temos feridas e é de uma babaquice tremenda achar que uma é maior ou mais doída que a outra. Mas também suponho em minha opinião pessoal que essa atitude parta de quem não tem intimidade com a verdade triste. E é aí que me pergunto: Como é que se mede valores? 
Maaasss por respeito aos que me leem, continuo mantendo o blog e twitter abertos. Continuarei por amor a fotografia mantendo meu instagram também aberto. ;)
Então ficamos assim, a porta da casa está aberta, entre, sente-se e ó: a bica é por conta da casa. Só não coloque os pés no meu sofá, ok?! :p

Inté. 



(Embora ela não admire anônimos, ela agradece os comentários no blog)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Própria estima

Foto: Lainha- Búzios RJ

E assim começou um novo ciclo.

Estava me devendo esse post desde o começo de 2014. Mas tudo bem já que o ano começa depois do carnaval, não é mesmo!?
Naquele balanço que fazemos sempre na chegada de um novo ano, pela primeira vez não olhei pra trás, não chorei o leite derramado. Apenas agradeci pelo ano difícil, porém fantástico e cheio de surpresas boas que tive. Vivi. Vivo. Viva!

Estava ali eu, em pé, ou melhor com os pés na água e um infinito de mar a minha frente. Não poderia está em outro lugar que não fosse aquele. Em meio a brisa e o barulho relaxante do mar, um filme passou em minha mente. 
Fiz promessas.
Prometi que todos os dias ao me olhar no espelho, continuaria a enxergar a mulher incrível que há em mim (dsclp :p). Prometi que continuaria a me lambuzar ao tomar sorvete, sorrir na hora errada e chorar de soluçar ao assistir um filme água com açúcar. Prometi continuar nas rodas de amigos regrada a cervejas, um bom papo e música boa ;). Prometi não sair do salto. Prometi ser boa e prometi ser má . Prometi continuar dizendo NÃO quando preciso. Prometi viajar mais vezes, dançar e errar. Prometi pedir desculpas quando necessário, deixando o orgulho de lado. Prometi ser forte, gostosa e bonita. Prometi AMAR, mesmo que o mar esteja agitado porque como dizia o poeta de guardanapos "é melhor amar que ser amargo". Prometi abraçar mais, pois abraços são salva-vidas. Prometi que não trocaria minhas gargalhadas insanas por nada. Prometi lutar, seja construindo um futuro ou esquecendo um passado. Prometi ser a melhor companhia quando você estiver ao meu lado. Prometi vir aqui escrever mais vezes e não deixar a poeira tomar conta. Prometi leveza pra vida, porque afinal não se pode voar com tanto peso.  

(Ela disse que amanhã vai colocar seu melhor vestido) ;)

                     

" Que a gente na vida foi feito pra voar" <3 i="" nbsp="">


domingo, 1 de setembro de 2013

Hoje tá tão sei lá


Sabe aqueles dias que existir é uma tarefa árdua? Pois é. Na próxima vida acho que quero nascer grama, porque essa sensação é algo que me acompanha desde sempre, sendo que alguns dias com mais intensidade.
E o dia dá sinais logo cedo. Você abre os olhos e sente aquele silencio que não é de sossego sim, existem vários tipos de silêncios. A claridade que invade o quarto é aquela que dói às vistas. O café que fumaça na xícara é meramente ilustrativo, desce morno. O corredor que liga os 7 cômodos da casa é frio, longo e comparo com a distancia dos nossos corações. Apenas o ranger das portas e dos armários quebram o insuportável silencio. O vento, traz a velha companheira saudade, que indiscretamente balança a cortina ao entrar pela janela e loucamente dá voltas, dança, enquanto fico parada ali assistindo. Tenho a sensação de que quanto mais a conheço, mais me sinto sozinha. É uma história repetitiva. 
Por que domingos são assim? Os domingos me fazem perceber que estou tentando viver e falhando miseravelmente às 24 horas do dia. 
Um conflito, um nó.
Corro em várias direções e todas elas me levam a um lugar alto que a única saída é gritar gritar pra dentro. Algumas combinações como 'sentimentos + playlist + redes sociais' não acabam em boa coisa. Nem me arrisco.
Me resta fechar às janelas, as cortinas e tapar os ouvidos ao atravessar o corredor novamente. Desistir do café. Voltar para o quarto desarrumado. E constatar que não há evolução numa vida que me obriga a arrumar um quarto, que foi feito pra ser um ninho bagunçado, acolhedor e quente de amor. E que a primeira coisa que você queria ter no seu dia, não vai ser nem a ultima. E que a vida lá fora é o que acontece enquanto você fica apenas tentando planejar um futuro. E que a lágrima que insiste em cair deriva de sal, porque a solidão é salgada, assim como a saudade. E que você percebe que cresceu e que seus deveres anulam todos os teus poderes. :/

(Ela disse que sei lá! entende?)